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A Parashat HaShavua, porção da leitura da Torá desta semana,é denominada de “Matot – Massei – Tribos e Viagens (Jornadas)”. Ela possui uma narrativa forte e inicia com:
A primeira porção a ser lida é Matot. Ela inicia com Moshe ensinando as leis e restrições relativas a nedarim, promessas, e shevuot, juramentos - especialmente o papel do marido e do pai em manter ou anulá-los.

A porção, então, relata que o Povo Judeu luta contra Midian. Eles matam os cinco reis midianitas e todos os homens incluindo Bilam. Moshe se aborrece que as mulheres midianitas são aprisionadas, pois elas influenciaram o comportamento imoral do Povo Judeu. Ele critica os oficiais. Os espólios de guerra são contados e repartidos.

Os oficiais em comando notificam Moshe de que não houve nenhuma morte com Bnei Israel (Filhos de Israel). Eles trazem uma oferenda que é levada por Moshe e Elazar e colocada no Ohel Moed (Tabernáculo móvel do deserto). As leis de Kasherização de utensílios são ensinadas.

As tribos de Gad e Reuven, que possuem grandes rebanhos, pedem a Moshe para permanecerem onde estão e para não atravessarem o Rio Jordão em direção a Israel. Eles explicam que o local onde se encontram é apropriado para pasto de seu gado. A resposta inicial de Moshe é de que esse pedido desanimará Bnei Israel e é semelhante ao pecado dos espiões. Eles asseguram a Moshe que primeiro ajudarão a nação a lutar e conquistar a Terra de Israel, e somente depois retornarão para suas casas no lado oeste do rio Jordão. Moshe aceita o pedido com a condição de que eles mantenham sua parte do acordo.

A segunda porção a ser lida é Massei. Aqui, a Torá enumera os quarenta e dois acampamentos do Povo Judeu no seu quarentésimo ano de viajem do "exodus" do Egito até o cruzamento do Rio Jordão, a caminho de Eretz Israel (Terra de Israel).

Em continuação, a leitura narra que D'us comanda Bnei Israel a expulsar os cnaanim de Eretz Israel e destruir todos os vestígios de idolatria. Bnei Israel é alertado de que se falharem em expulsar completamente os cnaanim da terra, aqueles que permanecerem serão "alfinetes em seus olhos e espinhos nos lados de seu corpo".

Os limites de Eretz Israel são definidos, e as tribos são comandadas a separarem quarenta e oito cidades para os Leviím, que não recebem uma porção regular na divisão da terra.

Cidades de Refúgio (Arei Miklat) devem ser estabelecidas como moradia de alguém que cometeu assassinato não intencional.

As filhas de Tzelofachad casam com membros de seu clã, para que sua herança continue na sua tribo. Assim termina o Chumash Bamidbar, Números, o quarto Livro da Torá. 

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Mensagem da Parashá
Aonde correr?

Seis cidades de refúgio serão para você… para fugir para lá qualquer um… assassinato inadvertido”    (Números, 35:13,15)

Para entendermos a mitzvá de Arei Miklat, cidades de refúgio, comecemos com a interpretação do Sefer HaChinuch:

“A Torá compreende 613 mitzvot (preceitos)…. Destes, o número de mitzvot que podem ser observadas hoje (seguindo a destruição do Templo Sagrado e nosso exílio da Terra Santa), em conjunto, somam 339. Dentre estas, há mitzvot que a pessoa somente se torna obrigada sob certas circunstâncias, e tão somente é assim que certas situações nunca virão a ocorrer em sua vida – por exemplo, pagar um funcionário em tempo, etc  Então, o número de mitzvot que um Judeu está obrigado hoje são 270… Porém, muitas dessas mitzvot estão atreladas a datas especiais, i.e., durante certos dias do ano ou a certos horários do dia.

Contudo, há seis mitzvot que sua obrigação de cumprimento é constante e não se apartam da pessoa por um único e simples momento durante toda a sua vida. Estas são: acreditar em D’us, reconhecer Sua unicidade, renunciar idolatria, amar a D’us, temer a D’us e fugir da tentação do pecado. E estas são simbolizadas pelo passuk, versículo, “Seis cidades de refúgio serão para você” (Números, 35:13).

No entanto, como podemos usá-las?

Ora, qualquer transgressão da vontade Divina é uma sutil forma de “assassinato inadvertido”: “Assassinato” porque isto quebra o fluxo de vitalidade da Fonte de Vida à alma do transgressor; “inadvertido” porque um ato de pecado é sempre contrário a verdadeira vontade do transgressor, que está enganado pelas distorções impostas pelo seu lado animal.

Para aquele que espiritualmente “assassina uma alma desprevenida”, devem ser estipuladas seis “cidades de refúgio” espirituais. Isto é, assim como citado pelo Sefer HaChinuch acima, as “seis mitzvot constantes” que se aplicam a cada Judeu em todos os tempos e circunstâncias, devem estar prontamente acessíveis a alguém que busca por refúgio de suas faltas e falhas, seja lá quem for ou aonde quer que esteja e tenha o desejo de retificar sua vida.

Porém um refúgio é de pouca serventia se ele for inacessível ou se sua localização for desconhecida. E esse é o caso das cidades de refúgio, é a responsabilidade da comunidade de “sinalizar as estradas… repará-las e ampliá-las… remover todos os impedimentos e obstáculos” e colocar sinais em todos os cruzamentos e apontar o caminho do refúgio da Torá”.  

voltar ao inícioHaftará

Água com Lama

"Pois meu povo cometeu duas transgressões: Eles me deixaram, a fonte das águas vivas; para cavar cisternas, cisternas quebradas que não tem água." (Jeremias, 2:13)

Dessa forma, na segunda Haftará das ("três - Haftarot - de aflição") o profeta alerta, não somente contra a deslealdade de Israel à D'us que os salvou da escravidão, mas também contra a infidelidade à Torá que foi trocada por vaidades de culturas estrangeiras.

Nossos sábios nos ensinam que D'us lamentou: "Se eles tivessem deixado somente a Mim, mas tivessem cumprido a Torá, sua luz espiritual os teria influenciado a retornar para o caminho justo".

Porém, o Povo Judeu seduzido pelo glamour superficial das ideologias de outras nações, abandonou a Torá, sua única forma de vida, e incorporaram as "águas" de idéias falsas que mudam constantemente e se contradizem. Por isso tivemos tragédias e exílio.


Rabi Naftali de Ropschitz relatava que o Czar certa vez inspecionou as tropas na frente de batalha. Um soldado ouviu um tiro e salvou a vida do Czar, empurrando-o para fora do alcance da bala.

O Czar perguntou ao soldado que recompensa desejava por ter-lhe salvado a vida.

"Meu sargento é muito rigoroso comigo" — disse o soldado. "Vossa Majestade poderia, por favor, dizer-lhe para ser mais condescendente?"

O Czar respondeu: "Seu tolo! Por que não pediu para ser designado oficial, assim seria superior ao sargento?"

Rabi Naftali continuou. "Quando ficamos perante D’us para rezar por nossas necessidades, pedimos parnassá (o sustento) e outras necessidades pessoais. Deveríamos pedir a Redenção, pois então não sentiríamos falta de nada. Talvez não estejamos sendo tão tolos quanto o soldado?" Como esse período é especial para Teshuvá, que nossos méritos possam nos ajudar a merecer a revelação do Mashiach ainda nestes dias!