Nasso, em seu início, prossegue delineando as tarefas e responsabilidades das três famílias levitas - Gershon e Merari na porção desta semana, Kehat
A seguir, Hashem ordena a Moshe para purificar o acampamento, de forma a tornar-se um lar merecedor da Presença Divina (Shechiná), orientando todos aqueles que estão ritualmente impuros a ficarem fora do acampamento até se purificarem.
Na seqüência, a porção nos diz que se alguém confessa que se enganou ao reter a propriedade alheia, após ter jurado o contrário na corte, ele tem que pagar um quinto a mais do preço básico do objeto e trazer uma Oferenda de “Pecado” para reparar sua transgressão. Caso o reivindicador tenha falecido e não tenha deixado herdeiros, os pagamentos são feitos para o Cohen.
Nesse ponto, a Torá descreve o processo a ser cumprido com uma Sotá, uma esposa que foi advertida pelo marido a não ficar sozinha com outro homem e mais tarde foi surpreendida, dando ao marido um bom motivo para suspeitar de adultério. Ela é levada ao Cohen no Templo Sagrado e, caso não admita sua culpa, recebe “água amarga sagrada” para beber, o que leva ao seguinte resultado: ou as águas estabelecerão sua inocência, removendo a dúvida de seu relacionamento com o marido e abençoando-a com filhos; ou as águas provarão sua culpa por uma morte miraculosa e terrível.
A Torá então descreve as leis do Nazir, uma pessoa que aceitou voluntariamente adotar um estado especial de santidade, geralmente por trinta dias, abstendo-se de comer ou beber qualquer derivado de uva, cortar o cabelo, e de contaminar-se através do contato com o corpo de alguém que morreu. Em seqüência, é relatado a forma e as bênçãos pelas quais os Cohanim abençoarão o povo.
A porção, então conclui com uma longa lista das oferendas trazidas pelos doze líderes das tribos, durante a dedicação do Mishkan para uso regular. O Mishkan é completado e dedicado no primeiro dia de Nissan, no segundo ano depois do Êxodo do Egito. Durante a comemoração, os príncipes de cada tribo doam um presente comunitário para ajudar a transportar o Mishkan, assim como uma doação pessoal idêntica de ouro, prata, animais e alimentos.
Palavras Unem
"Um homem ou mulher que faz o juramento nazarita de abstinência para D’us ..." (Números, 6:2)
Três mundos: Pensamento, Ação e Palavra.
Três mundos que podem ser destruídos.
A Parashá desta semana aborda o nazir. O nazir, que busca se purificar e se aproximar de Hashem, evita três coisas: cortar o cabelo, beber vinho e se tornar tamê (ritualmente impuro através do contato com mortos).
Essas três separações corrigem erros nos três mundos de Pensamento, Ação e Palavra.
Pensamento: o cabelo cresce da cabeça, a fonte de pensamento. Portanto, cortar o cabelo simboliza corrigir imperfeições na esfera do pensamento.
Ação: Tumá corresponde à esfera da ação. A fonte principal de tumá resulta do contato com mortos, pois antes de seu falecimento, o corpo era o epítome de vida e ação.
Palavra: Vinho representa a função da palavra. Daí a expressão: "Quando entra o vinho o segredo é revelado". Segredos são comunicados por palavras. Portanto correções na esfera da palavra são afetadas pela abstinência do vinho.
Os três korbanot (oferecimentos) correspondem a esses três mundos: Olah, Chatat e Shelamim. A Olah corrige erros no pensamento, Chatat na ação e Shelamim na palavra. Vamos examinar Shelamim.
A palavra Shelamim vem do mesmo radical que Shalem, que significa completo. Algo completo é a unificação das partes formando uma unidade.
Assim como a palavra é a unificação de pensamento e ação, Shelamim também unifica três elementos num oferecimento:
1. O mizbeach (altar)
2. o Cohen que oferece o sacrifício
3. A pessoa que traz o sacrifício
E como Shelamim unifica esses elementos? Parte da oferenda de Shelamim era colocada no mizbeach, parte era comida pelo Cohen, e parte era comida pelo suplicante. Dessa forma, o Shelamim unifica todas as partes do serviço do Beit HaMikdash, assim como a palavra unifica pensamento e ação.
É interessante notar que dos três avot (Patriarcas), somente Yakov ofereceu Shelamim. Por que?
Yakov é a síntese de Avraham e Itzchak. Assim como Shelamim corresponde à palavra que é a síntese de pensamento e ação, de forma semelhante Yakov era a síntese de seus predecessores. Contudo, é interessante notar que o Midrash observa que Yakov nunca disse uma palavra desnecessária. Ele simboliza o atributo da palavra, e portanto fez Shalom entre Israel e o Criador.
Semelhantemente, Shelamim não foi trazido até depois da entrega da Tora, pois somente com os Dez Mandamentos (ou literalmente as dez palavras expressadas) que eles tiveram a habilidade de poder trazer Shelamim.
As Pesquisas médicas têm provado que o feto é afetado quando a mãe inspira fumaça - i.e., quanto mais cigarros a mãe fumar durante a gravidez, maiores riscos terá o feto.
Não existe nenhuma quantidade que seja saudável, que não afete a criança. O melhor conselho é não fumar durante a gravidez (ou melhor ainda: não fumar nunca). Quanto mais cigarros a mãe fumar, mais perigoso será para o feto. Não somente fumar tem repercussões no feto, mas também o estado físico e emocional da mãe influencia diretamente o feto.
Portanto não deve ser surpresa que nosso estado espiritual também afeta o feto. Desde a concepção até o nascimento, pensamentos e emoções moldam a personalidade do feto.
Se quisermos que nossas crianças sejam sagradas, é importante começar a educação cedo - muito cedo. Muito antes de quando elas vêm para este mundo, já determinamos a matriz de sua espiritualidade. Quem somos - nosso nível espiritual - tem um impacto em nosso filhos até mesmo antes da divisão da primeira célula. Maiana Shel Torá