Resumo da Parashá

A Parashat HaShavua (porção da leitura da Tora desta semana) é chamada de “Bamidbar” – no deserto. Esta porção inicia o quarto livro da Torá. Este livro – Bamidbar – também é chamado Chumash HaPekudim – Livro das Contagens/Números.

O Chumash Bamidbar começa com Hashem instruindo Moshe a fazer um censo de todos os homens com idade acima de vinte anos - com idade suficiente para o serviço. A contagem revela pouco mais de 600.000 homens aptos.

Os Leviím são contados após, em separado, pois seu serviço é único. Eles serão responsáveis em transportar o Mishkan e seus acessórios e montá-los quando o povo acampar.

As tribos de Israel, cada uma com sua bandeira, são posicionadas em volta do Mishkan em quatro acampamentos: oeste, sul, leste e norte. Como a tribo de Levi acampa separada, a tribo de Iossef é dividida em Efraim e Menashe para que hajam grupos de três tribos por acampamento. Quando o povo viaja, ele se movimenta de forma semelhante a qual acampou.

Uma cerimônia formal é realizada entre os primogênitos e os Leviím, quando os Leviím assumem a responsabilidade que o primogênito teria tido servindo no Mishkan antes do pecado do bezerro de ouro.

A Parashá ainda menciona a divisão da tribo de Levi e sua responsabilidade especial, dando detalhes sobre quem e como era o trabalho de santidade.  

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Herança e Esperança

"E Hashem falou com Moshe no deserto de Sinai" (Bamidbar, 1:1)

O campo de concentração de Janowska era mais uma forma de exterminarem Judeus. Uma noite os Aliados destruíram sua estrada.

Miraculosamente ninguém se machucou, mas a estrada foi danificada. As bombas formaram crateras gigantes.

Os Nazistas queriam se "divertir". Gritando e berrando eles mandaram os Judeus correrem descalços na temperatura congelante do inverno polonês. Eles disseram para os Judeus pularem de um extremo a outro da maior cratera. Se eles sucedessem poderiam voltar para as barracas, mas se falhassem seriam imediatamente mortos.

Na fila estava o respeitado Bluzhover Rebbe, e atrás dele um jovem que havia perdido a fé devido aos tormentos da guerra.

O jovem disse para o rebbe que preferia não pular e ser morto instantaneamente a divertir os sadistas. O Rebbe respondeu que a vida é preciosa e que Deus os ajudaria.

O Rebbe fechou seus olhos e pulou. Ao abrir seus olhos, ele percebeu que estava do outro lado. Segundos depois o jovem caiu junto a ele.

O jovem perguntou como ele teve forças para pular. O Rebbe respondeu que viu uma visão de seu pai, de seu avô e de todos os Judeus sagrados de todas as eras desde Moshe Rabeinu e Avraham Avinu; Judeus que cumpriram a Torá às custas de suas vidas. Ele viu seu avô pulando a sua frente e segurou na cauda de seu casaco. O jovem disse que também sucedeu por ter segurado na cauda do casaco do Rebbe.

Da onde vem esse poder de "segurar na cauda do casaco" de nossos antepassados?

Através de Avraham Avinu recebemos a Torá no fogo. Avraham passou pela fornalha de fogo de Ur-Kasdim, ao invés de negar Hashem. Ele é o pai do Povo Judeu.

No Mar Vermelho, a nação passou por um desafio na água. O exército egípcio nos forçou a ir para o mar, Deus comandou que pulássemos na água e o mar se abriu.

Se você disser que foram meramente momentos de coragem, veja outro momento que selou nossa capacidade de nos sacrificar: a nação seguiu Moshe no deserto, sem comida, água, entre cobras e escorpiões, sem nada mais do que promessas de milagres divinos.

Nesses três desafios, com fogo, água, e deserto, que originaram os genes espirituais do Povo Judeu de se sacrificar e amar a Torá, que até hoje nos permite alcançar e nos projetar na Torá sagrada e na nossa fé.

Adotemos essa lição e vivenciemos os últimos momentos da eminente era da Mashiach. Com certeza as provas só servem para evidenciar nossa nobreza de caráter e mérito para Hashem!   Shabat Shalom...

Midrash Raba, Rabino Meir Shapiro em Maiana shel Torá, et alli

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Haftará

Flor do Gueto

O profeta conta acerca da época da última redenção, dizendo que o Povo Judeu vai ser numeroso como os grãos de areia junto ao mar. Hoshea fala acerca do desejo de Hashem de que os Filhos de Israel abandonem seus falsos deuses, se arrependam e retornem a Ele. A os Sábios do povo lhes pede que retirem o elemento de maldade que se encontra sobre toda a nação para que todo o povo regresse a Hashem.

E mais, a linguagem do profeta compara os transgressores com una mulher que abandonou seu marido por outro, já que o povo havia começado a rezar a outros deuses em lugar de Hashem. Eventualmente, a Providencia Divina vai lhes trazer tantos sofrimentos que se voltarão a Hashem como resultado de sua dor, e Ele com sua grande piedade, restabelecerá a relação que sempre tem tido com eles; como um marido que aceita a sua mulher de volta depois que ela se foi.

E Hashem conclui: "Vou Te comprometer comigo para sempre...", inclusive este é um dos versículos que recitamos hoje em dia quando colocamos os Tefilin da mão, ao redor do dedo, simbolizando nosso compromisso eterno com Hashem.  Rabino S.R. Hirsch

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Pirkei Avot

Amor Verdadeiro

"Houve 10 gerações desde Adam até Noach para ensinar-nos quão grande é o "sofrimento" de Hashem, porque todas essas gerações enojaram a Hashem até que finalmente trouxe o Dilúvio sobre eles."    (Avot, 5:2)

Isso nos ensina a  assombrarmo-nos ao ver que Hashem permite as nações oprimir-nos por tanto tempo. Recorde que Hashem esperou 1656 anos desde a criação do mundo até que trouxe o Dilúvio. Quando o tempo chegar, aqueles que nos oprimem receberão o que merecem, assim como a Geração do Dilúvio recebeu seu justo castigo. Espere pacientemente porque é só uma questão de tempo.  Bartenura e Tossafot Yom Tov

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Vivendo com o nosso Tempo

Preparando Shavuot

Todo ano, no Festival de Shavuot, o Povo Judeu novamente recebe a Torá. No Shabat antes de Shavuot nos preparamos para esse evento.

Historicamente, o Shabat foi entregue para Bnei Israel antes da Torá, e foi a força espiritual do Shabat que nos levou ao Monte Sinai, pois Shabat criou unidade na nação. E a união do Povo Judeu é um pré-requisito para o recebimento da Torá. Quando estamos juntos como irmãos, como uma família na mesa de Shabat, nós recriamos a mesma união necessária para o recebimento da Torá em Sinai.

Se a união que o Shabat cria é uma forma de preparação para o recebimento da Torá, outra forma é a privação imposta pelo Shabat - quando "descansamos" da rotina, nos tornando como um deserto, sem preocupações que não são relacionadas à vontade Divina. Todo judeu pode experienciar isso semanalmente no Shabat quando não fazemos melachá (trabalhos criativos, que foram usados para a confecção do tabernáculo do deserto).

Portanto, Shabat é um prelúdio necessário para o recebimento da Torá. Como está escrito na Hagadá de Pessach: "E Ele nos deu Shabat e Ele nos aproximou do Monte Sinai".    Sfat Emet

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Palavras do Rebe  

Por que é tão difícil?

O Rebe de Sochochov comentou que a profecia do exílio seguiu-se à promessa de Hashem de que Avraham teria filhos, e que estes herdariam a Terra Prometida. Avraham perguntou então: "Como posso ter certeza de que eu a transmitirei a eles?"

Avraham fora criado entre idólatras. Sua descoberta do Único D'us verdadeiro era uma nova percepção, conseguida após uma sincera busca. Para ele, todo dia era novo e empolgante, porque seu conhecimento sobre Hashem se aprofundava.

"Mas o que acontecerá a meus filhos?" - perguntou Avraham. "Eles professarão uma fé já estabelecida. Aceitarão o conhecimento de Hashem como ponto pacífico. Como posso transmitir-lhes o entusiasmo e a empolgação de aprender sobre Hashem?"

A resposta de Hashem então foi: "Não temas. Teus filhos serão exilados. Lutarão para manter sua fé entre povos que renegam a D'us. Ser judeu jamais será algo fácil."

É nossa luta pelo judaísmo que o mantém vivo e renovado!           Sipurei Tzadikim

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Mensagem da Parashá