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Resumo da Parashá

A Parashat HaShavua (porção da leitura da Torá desta semana) é chamada de “Ki Tissá – Quando contares”. A parashá Ki Tissá é a terceira de uma série de quatro porções (de um total de cinco) que discutem em detalhes a construção do Mishkan, o Tabernáculo móvel que servia de "local de repouso" para a presença de Hashem (Shechiná) dentre o povo judeu.

Moshe faz um censo contando cada moeda de ½ shekel doada pelos homens adultos.

Moshe é comandado a fazer o Kior, lavatório de cobre, no qual os Cohanim santificarão suas mãos e pés antes de servirem no Mishkan. A confecção foi feita a partir de material que as mulheres doaram.

A fórmula do óleo de consagração é especificada, e Hashem instrui Moshe a usar esse óleo somente para ungir o Mishkan, com seus utensílios, de Aharon e de seus filhos. Em seqüência, temos a receita para o ketoret, incenso aromático a ser queimado duas vezes ao dia.

D’us seleciona a Betzalel, tribo de Iehuda, e Ohalioav, tribo de Dan, como artesões chefes da confecção do Mishkan e seus utensílios.

O Povo Judeu é comandado a cumprir Shabat como sinal eterno de que Hashem criou o mundo.

Moshe recebe as duas Tábuas de Testemunho, aonde foram escrito os Dez Mandamentos. O grupo misto (Erev Rav), que saiu do Egito com o Povo Judeu, porém, ficou apavorado quando a descida de Moshe pareceu atrasada, e forçaram então Aharon a fazer um bezerro de ouro para idolatria. Aharon reluta e tenta pará-los.

Hashem diz para Moshe retornar ao povo imediatamente, ameaçando destruir a todos e formar outra nação a partir de Moshe. Quando Moshe vê o ídolo, ele quebra as tábuas e destrói o bezerro de ouro.

Os filhos de Levi se voluntariam a punir os transgressores, executando 3000 homens. Moshe sobe na montanha para rezar pelo perdão do povo, e D’us aceita suas preces.

Moshe ergue o Mishkan e a nuvem de glória de Hashem retorna. Moshe pede a Hashem que lhe mostre as regras para o controle do mundo, mas somente parte do pedido é atendido.

Hashem diz para Moshe entalhar duas novas tábuas, e lhe revela o texto da reza que invoca misericórdia Divina.

Idolatria, casamento misto, e combinação de leite e carne são proibidos. As leis de Pessach, do primogênito (bechor), das primeiras frutas (bikurim), de Shabat, Shavuot e Sucot são ensinadas.

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Mensagem de Purim

Recompensa e Castigo

Como o judaísmo explica o conceito de Paraíso, Purgatório e Inferno? Que fim terão os pecadores?

E a resposta é:

O ser humano é a única criatura da obra Divina dotada de livre arbítrio. D'us lhe deu a possibilidade de optar entre praticar o bem ou o mal. Porém, D'us condicionou sua escolha com a devida conseqüência, como consta no versículo (Devarim 30:15): "Vê que hoje pus diante de ti a vida e o bem, a morte e o mal..." Ou seja, ao fazer o bem recebemos a vida; ao praticarmos o mal ocorre o oposto.

Nossos Sábios explicam que vida e morte citadas no versículo não têm apenas o significado literal. Vida significa a recompensa, e morte, o castigo. Qual é a recompensa pelo cumprimento das mitzvot (preceitos) simbolizada pela vida? No Talmud, nossos Sábios afirmam que não existe recompensa suficiente para uma mitzvá neste mundo material, somente no Mundo Vindouro. Mas várias vezes encontramos na Torá referências a recompensas físicas pelo cumprimento de certas mitzvot; há várias interpretações para estas recompensas.

Maimônides, em suas leis sobre teshuvá, explica que a principal recompensa para as mitzvot é o Paraíso, para onde se dirigem as almas após a morte. Esta é chamada a verdadeira e eterna vida, e é a explicação do dito talmúdico que afirma que "os justos, mesmo após a morte, são chamados de vivos".

Com relação à recompensa material, Maimônides explica que esta não é a recompensa definitiva; é apenas um meio para ajudar no cumprimento das mitzvot, como consta na Ética dos Pais: "Todo aquele que cumpre Torá em pobreza, finalmente a cumprirá em riqueza". Isto quer dizer que, ao homem que se dedica ao estudo de Torá e cumprimento das mitzvot, D'us dará condições materiais para que possa cumprir Torá com mais tranqüilidade. Ou seja, as recompensas materiais são apenas uma ajuda para trilhar o caminho do bem.

Nachmanides explica que a recompensa do Paraíso ainda não é o objetivo final. A recompensa definitiva será a Ressurreição dos Mortos, que ocorrerá após a Era Messiânica. O Paraíso, chamado Gan Éden, é onde ficam as almas que esperam o momento da Ressurreição.

O Guehinom, traduzido como Inferno ou Purgatório, é um dos estágios de purificação e expiação para as almas que, ao se despedirem deste mundo, não estão aptas a adentrar o Paraíso. O judaísmo, à luz da Chassidut, não considera o castigo como um objetivo por si. É apenas um meio para purificar a alma, preparando-a para um nível superior.

Porém, tudo isto não pode ser chamado de verdadeira recompensa para as mitzvot. O Talmud afirma: "A recompensa da mitzvá é a [própria] mitzvá". Ou seja, nada pode recompensar a mitzvá mais do que seu próprio cumprimento.

A Chassidut explica que a palavra mitzvá vem do radical "tzavtá", que significa união. Isto quer dizer que a maior recompensa da mitzvá é a união com D'us proveniente dela. Este é o verdadeiro contexto de vida, conforme aparece em outro versículo (Devarim 4:4): "E vós que aderis a D’us, vosso D'us, estais todos vivos hoje". Aquele que transgride as leis da Torá, se afasta de D'us e até fazer teshuvá (arrepender-se do passado), está temporariamente ligado com o contrário da vida.

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Quatro Parashiot

A terceira das Quatro Parashiot que são lidas durante os meses de Adar e Nissan é a Parashat “Pará”. “Pará (Adumá)” significa “Vaca (toda vermelha)”. A mitzvá de Pará Aduma estava relacionada com a purificação ritual daqueles que tiveram contato com um morto e que vieram ao Beit HaMikdash (Templo Sagrado em Jerusalém oferecer seus sacrifícios, pois, eles deveriam estar em pureza absoluta para poder ofertá-los - o que se conseguia aspergindo as cinzas de uma vaca vermelha preparada especialmente pelos Cohanim.

A Parashat Pará é lida sempre no Shabat que antecede ao do anúncio do mês de Nissan. Segundo algumas opiniões Rabinicas, escutar a leitura da Parashat Pará é uma obrigação da Torá.

Segundo nossos Sábios: “Alguém, que deseja purificar-se (espiritualmente), recebe ajuda dos Céus”, sendo que o período anterior a Rosh Chodesh (entrada do mês de) Nissan é especialmente favorável. E esta é uma das razões porque lemos esta porção neste época do ano.

Porém, ainda há uma razão mais forte, como contam nossos Sábios: “na época do Beit HaMikdash, era no dia 14 de Nissan que o Povo Judeu trazia o Korban Pessach (Sacrifício de Pessach)”; e então, a Parashat Pará, que versa sobre as leis de purificação as quais eram necessárias para purificar ao Povo Judeu do contato morto, tem aqui seu papel fundamental.

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Histórias Chassídicas

Shabat Kodesh

"Os Filhos de Israel deverão observar o Shabat...através das gerações" (Shemot, 31:16)

Depois de que uma pessoa deixa este mundo, sua alma experimenta um estado de confusão. Se em seus anos de vida se submergiu no mundo físico, então depois da morte sua alma segue buscando os mesmos prazeres físicos. Porém faltando-lhe um corpo para experimentar esta dimensão, a alma corre freneticamente de um lugar do mundo a outro em uma busca vã pelo físico. No entanto, se uma pessoa passa sua vida em uma busca pelo espiritual e somente usa o mundo físico para elevar sua neshamá (alma), então, depois de que se vai deste mundo físico, sua alma reconhece ao mundo vindouro, que é completamente espiritual, e corre a abraçá-lo.

A frase "através das gerações" neste versículo pode ser traduzida também como "como seu lugar para morar". Quando uma pessoa cuida Shabat, se "espiritualiza" a si mesmo, e ao mesmo tempo, cria um lugar para morar no mundo vindouro - 'o mundo que é completamente Shabat'. Quando se for ao mundo vindouro, encontrará um lugar familiar para morar - Shabat será a casa para sua alma.

Adaptado do Or HaChaim Hakadosh

voltar ao inícioPalavras do Rebe

Maot Chitim

A frase hebraica "Sua retidão permanece para sempre" também pode ser lida como "Sua tzedaká permanece para sempre".

O Talmud relata que Rabi Akiva estava certa vez angariando fundos para uma causa valiosa. Ao aproximar-se da casa de um contribuinte habitual, ouviu-o dizer ao filho: "Vá ao mercado e compre sobras de legumes porque são mais baratos". Rabi Akiva então se afastou e voltou somente após a maior parte do dinheiro necessário ter sido coletada.

"Por que o senhor não me procurou em primeiro lugar?" - perguntou o homem.

Rabi Akiva contou-lhe da conversa que havia escutado, e que não desejava impor-se a ele para uma doação mais vultosa quando estava passando por dificuldades financeiras.

"O senhor escutou apenas o diálogo com meu filho, mas não está informado de minha comunicação com D'us" - disse o homem. "Quando economizo, faço-o em minhas despesas domésticas. A tzedaká permanece inalterada".

Quando cortes no orçamento precisam ser feitos, todos têm suas prioridades particulares. Algumas pessoas podem cortar sua tzedaká, enquanto persistem na compra de um carro último tipo. Algumas pessoas pechincham muito para conseguir um abatimento na mensalidade do colégio dos filhos, enquanto aceitam outros preços sem questionar.

O Salmista nos diz que a avaliação das atitudes de uma pessoa é que sua tzedaká permaneça para sempre; i.e., tzedaká deveria ser o último item do orçamento a ser cortado. Não vamos esquecer nossos irmãos menos afortunados e preparemos o maot Chitim de forma adequada!

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No entanto, em especial,a Haftará desta semana nos descreve a época de Mashiach (Messias). E com referência a porção desta semana, ela nos conta que haverá um momento quando: “D’us aspergirá as águas purificadoras da Pará Aduma - Vaca Vermelha -  sobre os Filhos de Israel” e removerá todas as impurezas que estão incrustadas as nossas almas. E este será o momento de nos alegrarmos verdadeiramente com a reconstrução do Templo, utilizando-nos da décima e última “Vaca Vermelha”, conforme prometido nos profetas - Tanach.

Haftará