Leia essa Semana:

Introdução

Resumo da Parashá

Mensagem da Parashá

Primeiro as Damas

Haftará

Não, não, depois de você

Histórias Chassídicas

Por que 2 Tábuas?

Cozinha Casher

Latkes de Batata

Palavras do Rebe

Como a vela



Res

A Parashat HaShavua (porção da leitura da Torá desta semana) é chamada de “Itro– este é o nome do sogro de Moshe”. É nesta parashá que começamos o relato das pragas, e suas conseqüências para os Mitzrim (povo egípcio) que nos escravizou. Nela é narrada a porção de Asseret HaDibrot – a entrega dos dez mandamentos no monte Sinai.

Essa Parashá inicia contando sobre Itro, que após escutar sobre os milagres que D’us havia realizado para o Bnei Israel (Filhos de Israel), leva Tzipora , esposa de Moshe, e seus filhos ao reencontro no deserto. Lá chegando, é saudado calorosamente por grande quantidade de pessoas.

Itro fica tão impressionado com o relato de Moshe sobre o êxodo do Egito que cumpre sem mais perda de tempo a sua intenção e se converte, unindo-se desta forma ao povo judeu.

Ao ver que Moshe era a única autoridade judicial encarregada por todo o povo, Itro sugere a nomeação de juizes auxiliares.

Para julgarem as pequenas causas, deixando Moshe responsável somente pelos casos mais complexos. Moshe aceita o conselho.

Os Filhos de Israel chegam ao Monte Sinai, onde a Torá é oferecida a eles. Após aceitarem, D’us encarrega Moshe de instruir o povo a não se aproximar da montanha e a prepararem-se durante três dias para o recebimento da Torá.

No terceiro dia em meio a trovões e relâmpagos, a voz de D’us emana da montanha fumegante e os Dez Mandamentos passam a serem proferidos:

 

1. Crer em D’us

 

6. Não matar (assassinar)
2. Não possuir outros deuses   7. Não cometer adultério
3. Não utilizar o nome de D’us em vão   8. Não roubar (raptar)
4. Observar o Shabat   9. Não dar falso testemunho
5. Honrar pai e mãe   10. Não cobiçar

Após receberem os dois primeiros mandamentos, o Povo Judeu não consegue suportar a revelação da presença Divina e pede a Moshe que lhes retransmita a palavra de D’us.

D’us instrui Moshe a alertar o povo sobre sua responsabilidade de ser leal a Ele. Moshe então sobe à montanha para receber o restante da Torá de D'us, tanto a parte escrita como a oral. A porção é concluída com várias mitzvot referentes à construção do Altar no Templo.

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Men

Primeiro as Damas

Mesmo em nossa época, a maioria das mulheres aceita graciosamente a regra tradicional de "primeiro as damas", seja na hora de abandonar um navio que está naufragando ou passar pela porta do salão de baile. Geralmente aceita como uma concessão feita pelo sexo mais forte ao mais fraco, na verdade esta regra fundamenta-se em um raciocínio bem diferente, pelo menos na tradição judaica.

Quando D'us instruiu Moshe a preparar o povo de Israel para receber a Tora no Monte Sinai há aproximadamente 3.314 anos, Ele disse: "Fale para a casa de Yakov, e conte aos filhos de Israel" (Êxodo, 19:3). A "casa de Yakov," explicam nossos Sábios, são as mulheres; "os filhos de Israel," os homens... Em outras palavras, fale primeiro com as mulheres.

Até este ponto, a regra era "primeiro os homens". Adam, como sabemos, foi criado antes de Chava (Eva). Noach e seus filhos entraram na arca em primeiro lugar, seguido pelas esposas - pelo menos está listado nesta ordem em Gênesis, 7:13 (uma situação de "navio naufragando" ao contrário, se me permite). Quando Yakov viajou com sua família, os varões foram à frente e as mulheres em seguida (Gênesis, 31:17), enquanto que Esaú colocou as mulheres adiante dos homens (ibid. 36:6); os sábios enfatizam esta diferença e vêem-na como uma indicação da superioridade moral de Yakov sobre seu hedonístico irmão.

Então, por que D'us primeiro deu a Tora às mulheres? O Midrash oferece diversas explicações. Uma delas é que as mulheres são mais religiosas que os homens (algumas coisas não têm mudado em todos estes séculos); consiga que elas aceitem a Tora e os homens as seguirão, também (outra coisa que não se alterou).

Segundo Rabi Tachlifa de Cesaréia, o contrário ocorre - as mulheres são as rebeldes, portanto têm de ser conquistadas em primeiro lugar: "D'us disse a Si mesmo: Quando Eu criei o mundo, ordenei primeiro a Adam, e somente então Eva recebeu a ordem, com o resultado de que ela transgrediu e perturbou o mundo. Se Eu não convocasse primeiro as mulheres, elas anulariam a Tora".

O ensinamento chassídico vai mais além, e encontra a explicação na essência da masculinidade e da feminilidade. O homem deriva da "linha de luz" que penetra o vácuo (makom panui) formado por D'us para criar o mundo. Mas acontece que o makom panui não é um "vácuo" absoluto - um resíduo da luz Divina permaneceu atrás, formando um éter invisível de Divindade que permeia e imbui nossa existência. É deste "resíduo" que deriva o componente feminino da criação.

Portanto o homem é um ator, um conquistador: seu papel na criação é banir a escuridão terrena e proporcionar a descida da luz vinda dos céus. A mulher é aquela que nutre, relacionando-se com aquilo que é, e não aquilo que deve ser feito, encontrando a Divindade dentro do mundo, ao invés de importá-la do nada.

Ambos são parte integral do plano do Criador: nossa missão na vida é trazer D'us a este mundo (o papel masculino) e fazer o mundo uma morada para D'us (especialidade da mulher); sobrepujar as trevas (masculino) e descobrir a luz implícita na escuridão (feminino)..

Pelos primeiros vinte e quatro séculos da história, a humanidade sempre batalhou contra as trevas. Por isso o componente masculino dominou. Mas então chegou o dia em que D'us, ansiando pela morada que Ele desejou quando fez o mundo, preparou-se para revelar a Si mesmo sobre a montanha do Deserto do Sinai, e transmitir ao Seu povo escolhido uma Tora com os esboços da construção de Sua casa. O homem ainda precisa batalhar, mas todas suas lutas a partir desse momento serão fundamentadas sobre o princípio de que, sob tudo isso, o mundo é um lugar Divino.

Está na hora de dar uma palavrinha às mulheres, disse D'us a Moshe.

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Haf

A revelação da Shechiná (Providência Divina) no Sinai, o tema da Parashá desta semana, é espelhada pela Haftará que aborda a revelação da Shechiná ao Profeta Yeshaiahu.

Não, não, depois de você...

A natureza da maioria das pessoas é querer ser o primeiro. Demonstrar sua superioridade sobre outros. Essa é a força por trás do desejo de dinheiro e poder. Eu sou melhor do que você! Que você seja o segundo!

E até mesmo quando permite que outros venham antes, quando os colocamos antes de nós, é em geral para demonstrar que caráter elevado temos. Em outras palavras - mais elevado do que você!

Na kedushá (santidade) que dizemos pelo menos duas vezes por dia, emprestamos uma reza dos anjos para magnificar a glória do Todo Poderoso.

Dizemos: “Sagrado, Sagrado, Sagrado, é o D’us das Criações. Todo o mundo está preenchido por sua Glória”.

E está é a verdadeira submissão e reconhecimento ao jugo Divino que governa este mundo e não nosso pequeno ego ...

Midrash

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Coz

 

 

Ingredientes

6 batatas

1 cebola

2 ovos

4 colheres de sopa de farinha peneirada

sal e pimenta-do-reino

papel toalha, o quanto baste

óleo, para fritar

Preparo

Coloque o óleo numa panela grande e leve ao fogo baixo para esquentar devagar. Descasque a cebola e rale na parte grossa do ralador. Descasque as batatas e rale na parte grossa do ralador. Coloque as batatas e a cebola numa tigela. Junte os ovos, a farinha, o sal e a pimenta e misture bem.

Com duas colheres de sopa, modele os bolinhos: encha uma das colheres com a massa, passe para a outra colher para que a massa fique com o formato da colher. O óleo já deve estar bem quente. Coloque cuidadosamente o bolinho no óleo. Coloque 6 bolinhos por vez. Com uma escumadeira, vire os bolinhos para que os dois lados fiquem dourados. Quando os bolinhos estiverem dourados, retire-os do óleo com a escumadeira e coloque sobre papel toalha para escorrer o excesso de gordura. Sirva os bolinhos bem quentes.

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His

 

Porque 2 Tábuas

"E  D’us falou todas estas palavras, dizendo..." (Shemot 20:1)

Por que os Dez Mandamentos foram dados em duas tabuas de pedra? Por que não foi suficiente uma só?

Existe uma diferença fundamental entre as cinco mitzvot da primeira tabua e as cinco da segunda: na primeira tabua está incluído a recompensa por cumprir as mitzvot e o castigo por não cumpri-las; enquanto que na segunda tabua, não se faz menção alguma de recompensa ou castigo.

As primeiras cinco são mitzvot em que o individuo honra ao Criador: crer em D’us, não fazer ídolos, não usar o Nome de D’us em vão, observar o Shabat. E esses cinco primeiros mandamentos vão acompanhados por descrições de recompensa e castigo.

O segundo grupo de mandamentos são para o benefício das pessoas. As proibições contra o assassinato, o seqüestro, o adultério, o falso testemunho, são elementos fundamentais para que a sociedade possa viver em paz. Seu mero cumprimento é sua própria recompensa. Quando não se cumpre com eles, nessa sociedade reina "a lei da selva", a qual é em si mesma castigo suficiente.                                                                                                    

Ramban

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Rebe

 

Como a Vela

Muitos tzadikim consideravam frases que ouviam como advertências. Estavam constantemente alerta, para aperfeiçoar sua espiritualidade.

Rabi Elimelech de Lizensk tinha como vizinho um alfaiate que trabalhava até tarde da noite. Certa vez, o alfaiate adormeceu em sua banca de costura. Quando sua mulher o encontrou adormecido, zombou dele. "Por que está dormindo enquanto a vela ainda está acesa? Deve trabalhar pelo tempo em que a vela arde. Depois que ela se apagar, pode pegar no sono."

Rabi Elimelech disse que estas palavras continuaram a ressoar em sua mente, não lhe dando descanso. "À vela de D'us é a alma humana" (Mishlei 20:27).

Enquanto alguém tiver uma alma, um sopro de vida, deve fazer seu trabalho a serviço de D'us, cumprindo mitzvot e estudando Torá. Depois que a alma-vela se extingue, pode então adormecer.

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