Leia essa semana:

 

Introdução

Resumo da Parashá

Mensagem da Parashá

Como se faz a guerra?

Pais e Filhos

Velhice?

Haftará

Benção Verdadeira

Histórias Chassídicas

Distância entre Gerações

Cozinha Casher

Doce de Figos Secos

Palavras do Rebe

Qual expiação é suficiente boa?





 

Res

A Parashat HaShavua (porção da leitura da Torá) desta semana é chamada de “Vaiechi – e viveu”. Esta é a décima segunda e última porção do livro de Bereshit, a porção que narra os acontecimentos até ao falecimento do patriarca Yakov e de Iossef em Mitzraim (terra do Egito).

Após viver por 17 anos no Egito, Yakov sente que seus dias estão terminando e ele chama Iossef. Ele faz com que Iossef jure enterrá-lo em Mearat HaMachpelá (Caverna de Machpelá), local aonde foram enterrados Adam e Chava, Avraham e Sara, Itzchak e Rivka.

Yakov adoece e Iossef leva até ele seus dois filhos, Efraim e Menashe. Yakov eleva Efraim e Menashe ao status de seus próprios filhos, dando a Iossef uma porção dobrada, removendo o status de seu filho primogênito Reuven.

Como Yakov fica cego devido a sua idade avançada, Iossef aproxima seus filhos até seu avô. Yakov os beija e abraça e então começa a abençoá-los, dando precedência a Efraim, o mais novo - mas Iossef o interrompe e indica que Menashe é o mais velho. Yakov explica que ele quer abençoar Efraim com sua mão mais forte porque Ieoshua, o servo de Moshe, descenderá dele (e Ieoshua será o conquistador de Eretz Israel e também ensinará Tora para o Povo Judeu).

Yakov chama também seus outros filhos para abençoá-los. As bênçãos de Yakov refletem o caráter único e a habilidade de cada tribo, direcionando cada um sobre sua missão única de servir D’us.

Yakov falece com 147 anos e Iossef manda embalsamá-lo, com intenção de honrar o pai como se fosse um nobre perante o povo de Mitzraim. Há uma opinião entre os Sábios que essa atitude lhe custou anos de vida.

Na seqüência, uma grande procissão acompanha o funeral do patriarca Yakov ao seu lugar de descanso, na Caverna da Machpelá em Chevron.

Após a morte de Yakov, os irmãos temem que Iossef venha a se vingar deles. Iossef os tranqüiliza, prometendo até mesmo sustentar a eles e a suas famílias.

Iossef e seus irmãos vivem o resto de seus dias no Egito. Porém, antes de seu falecimento, Iossef prevê para seus irmãos que D’us os libertará do Egito. Ele faz com que os irmãos prometam levar seus ossos com eles ao saírem do Egito.

Iossef morre com 110 anos e é embalsamado e sepultado no Egito. Assim termina o Sefer Bereshit, o primeiro dos cinco Livros da Tora.

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Men

Como se faz a guerra?

"...com minha espada e com meu arco."    (Bereshit, 48:22)

Nossos Sábios nos trazem diversas interpretações sobre este passuk, versículo, porém vamos nos ater a um método pratico de como podemos enfrentar nossas vicissitudes do dia-a-dia. Apreciemos, através das duas lições abaixo, como podemos aprender com o significado desse passuk:

Lição 1

"...com mitzvot e boas ações"    (Midrash)

A estratégia convencional de guerra é atacar o inimigo inicialmente com uma arma de longo alcance - como arco. Se isso falha e ele se aproxima, então você usa espada.

Isso é verdadeiro somente em guerra convencional. Mas se você está se referindo a um inimigo espiritual, então o método é diferente.

Seguindo a ordem do verso - a espada precedendo o arco - é claro que a Tora não está se referindo a um inimigo qualquer, mas ao inimigo de toda a vida - nosso próprio egocentrismo.

A natureza da pessoa é pensar em si. O bebê inicia sua vida sem nenhum pensamento com exceção de sua gratificação e usa todos os meios que possui para satisfazer seus desejos. Apenas após muitos longos anos a pessoa eventualmente supera seu egoísmo natural.

Na constante batalha com seu egocentrismo, a pessoa começa combatendo diretamente, usando a espada numa luta corpo-a-corpo, tentando superar o impulso natural de pensar somente em si. Porém, até mesmo quando ele tenha abatido o inimigo até que ele esteja fora do alcance da espada, ele ainda precisa manter a cabeça do inimigo abaixada ao atirar mitzvot e ações positivas de seu arco.     

Kehilat Itzchak em Mayana Shel Tora

Lição 2

Porque é tão importante rezar com um minian (grupo de dez homens)? D’us não escuta nossas preces de qualquer forma?

A diferença entre rezar com um minian e sozinho pode ser explicada da seguinte forma:

Rezar com um minian é como usar uma espada na guerra. Ainda que você não seja particularmente preciso, a espada usada em combate pode ser uma arma eficiente. De forma semelhante, ainda que a prece não seja 100% precisa, ela será efetiva.

Por outro lado, o arco só é eficaz se atingir o alvo exato e próximo almejado. Caso contrário, a flecha meramente cai no chão sem atingir a meta. Quando alguém reza sozinho ele é como um arqueiro. Se ele sucede em almejar todas palavras e pensamentos com precisão, sua reza será efetiva. Mas se ele se distrair por um instante, sua prece cairá de lado como uma flecha mal lançada.   

Meshech Chochma

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Pai

Velhice?

E veio a acontecer após estas coisas, que foi dito para Iossef: Vê, teu pai está mal  (Bereshit, 48:1)

O Midrash Raba nos conta que Avraham introduziu o envelhecimento para o mundo, Itzchak aflição, e Yakov doença. Vejamos como isso se aconteceu:

Avraham requereu velhice, pleiteando ante D’us: "Senhor do Universo! Quando um homem e seu filho entram numa cidade, ninguém saberá a quem honrar." Disse D’us para ele: "Por tua vida, você perguntou uma coisa própria, e vai começar com você." Assim, do início da Torá envelhecimento não é mencionado, mas quando Avraham veio, velhice foi concedida para ele, como está escrito: "E Avraham estava velho e veio com seus dias... " (Bereshit, 24:1)

Itzchak pediu aflição, pleiteando assim: "Senhor do Universo! Quando um homem morre sem aflição, Julgamento o ameaça; Mas se Você o aflige, Julgamento não irá ameaçá-lo." Disse D’us para ele: "Por tua vida, você perguntou bem, e vai começar com você." Assim aflição não é mencionada desde o início da Torá até Itzchak, como está escrito: "E veio a acontecer, que quando Itzchak estava velho e seus olhos estavam obscurecidos..." (Bereshit, 27:1)

Yakov requisitou doença, declarando para D’us: "Senhor do Universo! Um homem morre sem doença prévia e não organiza suas pendências com seus filhos; Mas se ele estivesse dois ou três dias mal, ele iria passar suas pendências com seus filhos." Disse D’us para ele: "Por tua vida, você perguntou bem, e vai começar com você." Assim é escrito:  "... foi dito para Iossef: Vê, teu pai está mal. "

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Haf

Benção Verdadeira

“E cuidarás de meus preceitos ... para que você tenha entendimento de tudo aquilo que você faça ... que te guie lá.”        (Reis I, 2:3)

E aqui encontramos, dentro da narrativa de um pai (o rei David) ao aconselhar e abençoar seu filho (Shlomo), vemos como ele lhe proporciona benção de entendimento e sorte para que o acaso também o conduza no caminho de Tora.

Observemos das palavras do comentarista Malbim, qual a lição que podemos apreciar: eis que o assunto de entendimento / capacidade é diferente daquele que se refere a prosperar / ter sucesso em uma tarefa, pois o sucesso depende do mazal, enquanto que o entendimento depende da boa escolha que todo indivíduo faz pelos meios adequados para uma determinada tarefa. E isto você pode aprender das mitzvot da Tora e de seus ensinamentos.

Do exposto, fica claro que existe entendimento entre o que fazer e através de que meios alcançar um objetivo ou não, pois ao procurar meios para realizar algo, pode haver muitos que não são bons e portanto deve-se deixá-los de lado. E isto até que encontres os meios adequados e possas usar deles “para que você tenha entendimento em Suas coisas”, isto é, que vejas tuas coisas como sendo uma shelichut Dele (uma missão especial e particular de D’us somente para você).

E este é o assunto desse trecho, pois a benção se aplicará em circunstâncias que mesmo se escolher caminhos que aparentemente estejam desprovidos de objetivos claros e bons, ainda assim conseguirás alcançar o resultado esperado e, portanto, é para isso que está escrito “e de tudo aquilo que te guie lá”.

Malbim

 

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Coz

 

 

 Ingredientes

1/2 kg de figo

3 xícaras (chá) de açúcar

4 copos de água

2 colheres (chá) de erva-doce

nozes picadas

 

Preparo

Lave o figo, escorra a água e tire os talos. Se os figos forem grandes, corte-os em quatro; se forem pequenos, em dois. À parte, junte a água e o açúcar e leve ao fogo brando sem mexer. Assim que ferver, junte os figos e a erva-doce. Deixe cozinhando e mexa de vez em quando, apenas para não grudar no fundo da panela. Quando começar a engrossar, adicione as nozes. Ao atingir o ponto, retire do fogo e deixe esfriar.


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His

 

Distância entre Gerações

"...como você Israel deverá abençoar, dizendo: 'que D-us te faça como Efraim e Menashe' ". (Bereshit, 48:20)

Nas Sextas á noite no mundo Judeu, pais abençoam seus filhos com as palavras deste verso - "que D-us te faça como Efraim e Menashe".

Porque de todos os gigantes espirituais Efraim e Menashe foram selecionados como paradigma da reza? Porque não dizemos: "Que D-us te abençoe como Avraham e Moshe"?

Se existe uma "distância entre gerações", essa diferença é entre as realizações de uma geração e seus predecessores.

Desde aquele momento em que houve encontro supremo com o Divino no Monte Sinai, a marcha da história espiritual tem inexoravelmente e consistentemente declinado.

O motivo pelo qual abençoamos nossos filhos como Efraim e Menashe pode ser explicado através do que Yakov diz para Iossef alguns versos antes - "Efraim e Menashe serão para mim como Reuven e Shimon" (Bereshit, 48:5).

Ainda que Efarim e Menashe fossem netos de Yakov, eles atingiram o nível de seus tios Reuven e Shimon - o nível da geração anterior. Eles não desceram a escada espiritual de nenhuma forma.

Portanto, nas Sextas á noite, os pais abençoam seus filhos para que eles absorvam as realizações espirituais da geração anterior e escapem do declínio espiral espiritual - a distância entre gerações.

Rabino Michael Schoen em Prisms

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Rebe

 

Qual expiação é suficiente boa?

Após passarmos o jejum de 10 de Tevet – Assara BeTevet – vejamos por um outro aspecto os efeitos da correção de nossos atos, nas palavras do Rabino Joseph de Ostraha:

Costumo desencorajar as pessoas de acrescentar dias de jejum como forma de expiação. Pois jejuar para expiar um pecado é semelhante a um sistema de taxação: os membros ricos da comunidade, que detêm o poder, impõem as taxas sobre as costas da classe média e dos pobres. Quem possui fortuna faz com que aqueles que têm pouco ou nada paguem.

O mesmo ocorre com o jejum. Quem cometeu o pecado? Com certeza não foi o estômago. São os olhos que contemplam coisas que não deveriam ver, despertando um desejo por coisas proibidas. São os ouvidos, que escutam coisas que não deveriam ouvir. É a boca que faz maledicência e espalha calúnias. E como a pessoa expia? Castigando o estômago, que nada tem a ver com a maior parte das transgressões. Assim, copia-se o injusto sistema de taxação.

Se você deseja expiar, coloque o fardo sobre o lugar certo, assim como a taxação deveria pousar mais pesadamente sobre os ricos. Proíba seus olhos de olharem para coisas que podem despertar cobiça, impeça seus ouvidos de escutarem obscenidades e mexericos, e refreie sua língua para que não fale o mal.

Assim, a expiação corrige os defeitos.

 

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