Leia essa semana:  

Introdução

Resumo da Parashá

Mensagem da Parashá

Por que Iehuda?

Especial do jejum 4/1

Tzom Assará BeTevet

Histórias Chassídicas

Qual é o recado?

Cozinha Casher

Mufarque

Palavras do Rebe

Reconhecer os Erros





Res

A Parashat HaShavua (porção da leitura da Torá) desta semana é chamada de “Vaigash – Se aproximou”.A porção dessa semana começa contado sobre o que acontece após a descoberta do cálice na bolsa de Biniamin, o que confunde os irmãos em seu caminho de volta a casa de seu pai.

Então, Iehuda “se aproxima” eloqüentemente, mas com firmeza, e se oferece a si e aos irmãos como escravos a Iossef em troca da libertação de Biniamin. Esse ato de humanidade, faz com que Iossef perceba claramente que os irmãos mudaram desde quando o deixaram no poço, fazendo teshuvá. Então Iossef agora se revela a eles como seu irmão.

Os irmãos chocados, se envergonham; mas Iossef os consola, dizendo que tudo era parte do plano da Providência Divina – Hashgachá Pratit. Ele os manda de volta para seu pai Yakov com a mensagem de que eles se estabeleçam na terra de Goshen.

No princípio, Yakov não aceita as novidades mas quando ele reconhece os sinais na mensagem, ele vê que foi realmente enviada por seu filho Iossef e seu espírito é revivido. Yakov viaja para Goshen com sua família e posses.

Hashem se comunica com Yakov através de uma visão noturna. Ele lhe diz para não temer a descida a terra do Egito e suas conseqüências negativas, porque lá D’us estabelecerá o Bnei Israel, filhos de Israel, como uma grande nação ainda que eles tenham que viver em uma terra cheia de imoralidade e corrupção.

A Torá então lista a descendência de nosso patriarca Yakov e alude ao nascimento de Iocheved, a qual nasce na fronteira da terra do Egito e que será a mãe de Moshe Rabeinu. No total, são enumeradas setenta almas quando o Bnei Israel desce para o Egito.

Finalmente, Iossef é reunido com seu pai depois de 22 anos de separação. Ele abraça seu pai e emocionado chora de alegria, enquanto seu pai recita o Shema Israel. Iossef estabelece sua família na terra de Goshen e então leva seu pai e cinco dos seus irmãos menos poderosos para Faraó. Yakov abençoa o Faraó, quando é inquirido de sua idade.

Conforme a fome aumenta na terra do Egito, Iossef recebe todo o povo e suas posses como pagamento para fornecer alimento. Toda a terra do Egito se torna posse do Faraó e todo o povo se torna escravo de Iossef, o qual lhes exige que se circuncidem – conforme a lei para um escravo comprado na por um Iehudi...(Midrash Raba)

Iossef então redistribui a população com exceção dos sacerdotes egípcios, que são sustentados através de um decreto do Faraó. As crianças de Yakov/Israel se estabelecem e crescem muito em número.

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Men

Por que Iehuda?

"E a Iehuda mandou na frente a Iossef preparar antecipadamente a Goshen e foi a terra de Goshen"   (Bereshit 46:28)

Sabemos que não podemos viver sem o estudo de nosso abençoada Torá, porém, por que mandar Iehuda o mais forte dos irmãos para preparar as casas de estudo antes da chegada de toda a família? O que possuía Iehuda de especial que lhe coube essa missão?

Ora, comecemos analisando o nome Iehuda, o qual é um nome muito especial. O nome Iehuda é escrito com yud, hei, vav, dalet, hei. Ele contem o Tetragramatron, o nome Divino de quatro letras que não deve ser pronunciado. E além disso, ainda contem mais uma letra, um dalet. Segundo o sagrado livro do Zohar, nenhum nome hebraico é meramente convencional, ou seja, o nome em verdade define a essência. Então, qual é a essência de Iehuda que é representada pela combinação do Tetragramaton mais a letra dalet?

Dalet é a quarta letra do alfabeto hebraico. Seu valor numérico é quatro. O compasso tem quatro pontos, quatro direções. Quatro conota desvio do centro. As escrituras místicas ensinam que D’us criou este mundo com a letra hei e o próximo com yud. Qual é o significado de D’us ter criado este mundo com a letra hei? Se você abrir um Sefer Torá, você percebera que na realidade o hei é formado de duas letras: dalet e yud. Primeiro observe o dalet: duas linhas são unidas pelos ângulos direitos. Uma linha tem a direção norte-sul e a outra leste-oeste. O dalet representa o conceito de movimento em quatro direções.

Agora observe o yud: é a forma mais simples - nada mais do que uma linha. A linha parece não ter direção. Para escrevermos o yud, temos que lhe dar alguma forma e substância. Mas, se você aumentar essa linha no microscópio, você percebera que ainda que pequena, ela ocupa espaço. Ela segue parâmetros de comprimento e largura, direção. A linha ideal não pode ser escrita neste mundo. Um ponto que não ocupa nenhum espaço só pode existir em um mundo que transcende espaço: o Próximo Mundo – Olam Habá. Por isso o yud representa o Olam Habá.

A forma ideal deste mundo é representada pelo hei. O dalet - símbolo de direção, de dimensão - cujo foco é o yud - e acima deste mundo. O próprio formato do hei nos ensina nosso objetivo Terrestre: utilizar a multiplicidade, com todas as direções e variedade, unindo os quatro cantos do mundo e colocando-os em volta do yud, aquele inefável ponto acima de tempo e espaço. O propósito é que o centro seja aquilo que transcende este mundo. Essa é a formação ideal deste mundo.

Porém, quando o dalet "esquece" o yud e se focaliza em si mesmo, ou seja, quando este mundo procura ser sua própria razão de ser, esquecendo ou mesmo negando o Criador, ele se torna contrário a sua própria existência. Porém, o Povo Judeu foi destinado a ser exilado por quatro civilizações: Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma. Não é coincidência que existam quatro reinos e quatro exílios. De forma análoga, esses quatro reinos simbolizam separação do centro da criação, D’us.

Yakov enviou Iehuda a terra de Goshen. O verso em hebraico, utiliza a expressão Goshna ("para Goshen") que tem quatro letras. Cada letra alude a um dos exílios do Povo Judeu. Não é coincidência que de todos os irmãos, Yakov enviou Iehuda a Goshen. Yakov de certa forma estava preparando a jornada do Povo Judeu nos quatro exílios que estão contidos na palavra Goshna. Iehuda no seu nome carrega o DNA espiritual da missão do Povo Judeu neste mundo. De centralizar o dalet deste mundo no yud. O nome Iehuda contem o antídoto para esses quatro exílios. A capacidade de utilizar as quatro direções, os quatro exílios, e focalizá-los no transcendente, o ponto que nunca pode ser visto, o ponto fixo no centro do mundo em movimento.

Também não é coincidência que ao cumprir esta tarefa, vira o Mashiach (mesmo valor numérico que Goshna), que descende de Iehuda. Ele utilizará os quatro cantos do mundo e os unirá. Naquele dia será óbvio o desaparecimento de toda a separação e fragmentação. Naquele dia, D’us e Seu Nome serão únicos e toda terra reconhecerá seu Criador.              

Maharal, Bnei Issachar

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Haf

Tzom Assará BeTevet

 Jejum diurno de 10 de Tevet (27/Dez/10)

Em nossa tradição, temos o costume de jejuar quando temos um problema maior que a nossa compreensão pode resolver e pedimos que em mérito desse auto-sacrifício, seja aceito nossa teshuvá e reparado nossos atos e consertada a situação.

Baseado nesse princípio, temos os jejuns de lembrança da destruição do templo: assará betevet, shivá assar betamuz, tisha beav. Porém, sua importância está diretamente associada com um fato marcante em nossa história, exemplo: tisha beav – destruição dos tempos, shivá assar betamuz - queda da muralha, suspensão dos korbanot e mesmo em tzom guedalia – a perda da soberania de Eretz Israel; mas o que aconteceu em Assará BeTevet, que há legisladores que apontam que até mesmo se ele cair em Shabat, deve-se jejuar? (apesar de que não é nosso costume)

A resposta pode ser encontrada nas palavras do Kedushat Shemuel, ali nós é contado que as comemorações tristes relembram a perda de nossos valores materiais nesse mundo, exemplo: o Beit HaMikdash, a cidade de Jerusalém, a posse da Terra de Israel. Não que a perda do físico não seja algo lastimável, porém, o que foi perdido em Assará BeTevet que não está sendo visto, uma vez que nenhum exílio material, destruição maior que a continuação de uma guerra …, aconteceu?

A explicação é que a perda neste dia é a primeira de uma série que culminou com o galut. E então, qual é o valor que possa ser maior que o de Tisha BeAv, o qual é transferido de Shabat para domingo?

Para entendermos a resposta, é preciso explicar que a Shechiná (presença divina) veio a repousar no Templo em Jerusalém após dez estágios de aproximação e refino nosso. E que, portanto, nesse dia, 10 de Tevet, a Shechiná encontrava-se em processo de entrar em exílio, foi o dia no qual a proteção divina deixou as muralhas e partiu para as montanhas e o deserto e ficou a aguardar pela teshuvá do Povo Judeu por mais seis meses, conforme o Maharshá.

Ora, explica o Kedushat Shemuel, fica claro que não há como abrandar a perda da Shechiná, quando ela saiu para o exílio no deserto e depois voltando a ficar com D’us e seu povo no Galut, mesmo ainda existindo Israel, Jerusalém e Templo. Pois, no final, de que adianta o material sem o espiritual que o vivifica! É como um corpo que está fadado a morrer, pois não tem mais saúde… Da mesma forma o início da galut da Shechiná de Jerusalém foi fator crucial em nossa galut, permitindo que houvesse a perda do Primeiro e Segundo Templos. Que possamos consertar nossos atos e intenções de forma a podermos merecer novamente a volta da Shechiná em sua morada material de forma manifesta e que possamos com isso apressar a última redenção e a revelação do Mashiach Ben David.

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Coz

 

  Ingredientes

3 ou 4 abobrinhas raspadas e cortadas em quadrados

1 cebola grande cortada em quadradinhos

2 colheres (sopa) de óleo ou margarina

2 ou 3 ovos

pimenta síria

Preparo

Doure a cebola no óleo ou margarina. Junte a abobrinha e deixe cozinhar em fogo brando, com a panela tampada. De vez em quando, mexa a mistura. Quando estiver bem cozida, quebre os ovos por cima e tempere com a pimenta síria. Tampe a panela por alguns minutos e volte a mexer para que os ovos se misturem à abobrinha. Deixe completar o cozimento em fogo brando. A mesma receita pode ser feita com berinjelas.

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His

Qual é o recado?

"disseram todas as palavras de Iossef... e quando ele viu as carroças que Iossef tinha enviado ... o espírito de Yakov ... foi revivido", (Bereshit 45:27)

Porém, de acordo com o Talmud Ierushalmi, Iossef deu a seus irmãos um sinal para seu pai: que no momento que Iossef tinha se  separado de Yakov, eles vinham estudando as leis de Eglah Arufah ("A Novilha Decapitada", Deuteronômio 21). Assim, embora tenha sido o Faraó que tenha enviado as carroças, o versículo diz: "E quando ele viu as carroças que Iossef tinha enviado ..." - Pelas "Carroças" (Agalot),  da qual o versículo cita é uma referência para a Eglah Arufah, segundo Rashi.

Porém, quando Yakov enviou Iossef para seus irmãos, ele o acompanhou no caminho.  Disse Iossef: "Pai, volte, para que eu não seja castigado por incomodar você". Disse Yakov para ele: "Meu filho, neste assunto meus descentes irão errar, quando eles não organizam uma escolta própria para um viajante e ele é morto, então eles vão ter de trazer uma Eglah Arufah e proclamar: 'Nossa mão não derramou este sangue' ", assim declara o Talmud Ierushalmi.

O princípio que rege a lei de Eglah Arufah é aquele que uma pessoa é responsável também pelo que ocorre fora de seu domínio - além da fronteira da área de seu domínio. Quando um viajante assassinado é achado "fora no campo", os sábios e anciãos da cidade mais próxima devem sair até ali e trazer a Eglah Arufah  para expiar pelo crime, embora ocorreu fora de sua jurisdição. Porque apesar de tudo, era sua responsabilidade enviar o viajante com provisão adequada e proteção.

Este é o significado mais profundo da mensagem a qual Iossef enviou para Yakov. Pai, ele estava declarando, eu não esqueci a lei de Eglah Arufah. Eu fui exilado do ambiente sagrado de sua casa, mas eu não permiti que minha alma viajasse para a terra-de-ninguém espiritual do Egito sem provisão. Eu não a abandonei para uma morte espiritual com a justificação que "este está fora de seu elemento; Eu não tenho nenhum comportamento como este". Depois de 22 anos de escravidão, aprisionamento e força política dentro da maior sociedade depravada na face da terra, eu permaneço o mesmo Iossef que deixou sua casa no dia que nós estudamos as leis de Eglah Arufah.

Esta foi a mensagem que "Reavivou o espírito de Yakov seu pai".

Lubavitcher Rebe

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Rebe

Reconhecer os Erros

Um famoso maguid (orador) certa vez visitou Rabi Chaim de Sanz. Este reclamou que, como era um líder, ninguém o admoestava por razão alguma. Pediu ao maguid que, por favor, lhe dissesse em que aspecto poderia se aperfeiçoar.

O maguid declarou que estava surpreso pelo fato de a casa de Rabi Chaim não possuir o necessário côvado quadrado de parede inacabada, que se deve deixar como lembrança da ruína do Templo Sagrado. Rabi Chaim levantou-se prontamente e raspou a tinta de uma área da parede, agradecendo profusamente ao maguid por chamar-lhe a atenção para esta falta.

Somos freqüentemente incapazes de enxergar nossas próprias falhas. Mesmo assim, muitos não gostam de repreensão. Embora não fiquem abertamente ofendidos quando outra pessoa lhes aponta suas imperfeições, raramente ficam gratos por serem admoestados. Sabendo que é provável que tenhamos uma reação defensiva, as pessoas que notam nossos erros e estão em posição de nos repreender relutarão em fazê-lo.

Devemos encorajá-los ativamente, como fez Rabi Chaim, pois podemos aprender com as observações de outrem, eliminar nossos defeitos de caráter, e assim nos aperfeiçoar.

 

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