Leia essa Semana:

Resumo da Parashá

A Parashat HaShavua (porção da leitura da Tora desta semana) é chamada de “Vaishlach” – E Mandou. Esta é a oitava porção do livro de Gênesis, a porção que inicia narrando o retorno de nosso patriarca Yakov a terra de Israel e seu encontro com seu irmão Essav


Retornando para sua casa, Yakov envia mensageiros – anjos - para acalmar seu irmão Essav. Os mensageiros retornam, dizendo que Essav está á caminho com um exército de 400 homens.

Yakov toma precauções estratégicas dividindo os campos, rezando, e mandando presentes para pacificar Essav.

Naquela noite, quando Yakov está só, ele é atacado pelo anjo de Essav. Ainda que Yakov tenha vencido, ele é machucado na coxa (por isso é proibido comer o nervo ciático de um animal kasher).

O anjo lhe diz que seu nome no futuro será "Israel", significando que ele prevaleceu contra o homem (Lavan) e o supernatural (o anjo).

Yakov e Essav se encontram e são reconciliados, mas Yakov ainda temendo seu irmão, rejeita a oferta de Essav de que vivam juntos.

Shechem, um príncipe Cananita, rapta e viola Diná, a filha de Yakov. Como parte do acordo de casamento, o príncipe e seu pai sugerem que Yakov e sua família casem com seu povo e aproveitem os frutos e prosperidade Cananita.

Os filhos de Yakov enganam Shechem e seu pai ao forjar um acordo - eles estipulam que todos os homens da cidade devem fazer brit milá.

Shimon e Levi, dois dos irmãos de Diná, entram na cidade e executam todos os homens que estavam enfraquecidos nesse momento devido à circuncisão. Essa ação é justificada pela cumplicidade óbvia da população da cidade na abdução de sua irmã.

D’us comanda Yakov a ir para Beit-El e construir um altar lá.

A babá de sua mãe Rivka, Devora, morre e é enterrada em Beit-El.

D’us aparece novamente para Yakov, o abençoa e muda seu nome para Israel.

Durante a viajem, Rachel entra em trabalho de parto e dá a luz a Biniamin, a décima segunda tribo de Israel. Ela morre durante o parto e é enterrada na estrada de Beit Lechem. Yakov lhe constrói um monumento.

Itzchak falece com 180 anos e é enterrado pelos seus filhos.

A Parashá conclui com a lista dos descendentes de Essav.

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Mensagem da Parashá


Pais e Filhos

Quando Shimon e Levi atacam a cidade de Sechem e subjugam os habitantes para salvar sua irmã Diná, a Torá muda de tom para descrevê-los como sendo ös dois filhos de Yakov"(Gênesis 34:25). Nesta altura certamente já estamos bem informados sobre a genealogia deles. Rashi comenta que ao repetir o óbvio, a Torá está destacando o fato de que, embora obviamente eles fossem filhos de Yakov, não estavam agindo como tal, pois não procuraram seu conselho a respeito desta questão.

Se nos perguntassem qual a qualidade essencial para que alguém seja considerado "agindo como um filho", nossa primeira idéia seria provavelmente honrando os pais ou cuidando de suas necessidades. Mas Rashi aparentemente está nos revelando algo diferente. Os fatores mais básicos para ser considerado como "um filho" é que busque o conselho de seus pais.

De fato, se examinarmos a etimologia da palavra hebraica para filho, "ben", temos a mesma impressão. Quando Noach (Noé) nasceu, a Tora o declara fazendo referência a seu pai Lemech. "E ele teve um filho (ben)". Rashi comenta que a palavra ben está relacionada à forma radical "baná" significando construir, e que a partir de Noach finalmente a palavra foi reconstruída. Na noite de sexta-feira e nos serviços matinais de Shabat nos referimos aos que estudam Sua Tora como "filhos" e "construtores". Por isso entendemos que o papel de um filho é construir algo sobre os princípios do pai; transformar em realidade suas idéias.

Assim, a Tora sutilmente repreende Shimon e Levi por agirem sem o conselho e consentimento de seu pai. Seu relacionamento era meramente biológico, pois não estavam agindo em concordância com sua vontade.

A Tora chama aos Filhos de Israel "filhos de D'us". Como filhos de D'us, devemos nos inspirar para realizar todas nossas ações consultando nosso pai, através de Sua Tora, para verdadeiramente construirmos este mundo sobre Seus princípios.

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Por Que Essav Odeia Yakov?

Em Gênesis 33:4, a Tora nos fala de um beijo: após trinta e quatro anos durante os quais Yakov (Jacó) tinha escapado da fúria do irmão, e Esaú (Essav) jamais deixara de conspirar para matá-lo. Esaú tem uma mudança em seu coração. Vendo Yakov aproximar-se, Esaú corre até ele, abraça-o e o beija.

Mas a palavra vaishakehu, "e ele o beijou" tem uma linha pontilhada sobre ela; esta é a maneira da Tora dizer-nos que este não era uma beijo normal. O que foi anormal neste beijo? Bem, o Midrash menciona duas interpretações. Uma delas nos diz que não foi um verdadeiro beijo - Esaú estava realmente tentando matar Yakov mordendo-lhe a garganta. A outra interpretação é que Esaú beijou Yakov de todo o coração - este é o aspecto anormal do beijo, pois "sabemos que esta é uma lei fundamental da realidade, que Esaú odeia Yakov."

De qualquer maneira que se examine isso, o ponto chave é que Esaú odeia Yakov. Não importa o que Yakov faça, Esaú o odeia. Se Yakov tenta aplacá-lo, dar-lhe presentes, agir com ele de maneira fraternal, Esaú o odeia ainda mais. Mas por quê?

Por que Esaú odeia Yakov? Deveríamos perguntar antes: Por que Esaú existe, afinal? Por que há mal em nosso mundo? Por que ódio e trevas? O que poderia estar errado num mundo consistindo apenas de bondade, amor e luz?

O mal existe porque é muito mais poderoso que o bem. Há algum amante no mundo que ame com a mesma intensidade do ódio de quem odeia? Existe uma luz tão brilhante como é negra a escuridão? Houve jamais um ato de bondade desencadeado com a força e o vigor contidos em um ato de crueldade?

Eis porque, dizem os cabalistas, D'us criou o mal. As trevas existem para serem transformadas em luz, resultando numa luminosidade infinitamente maior que a própria luz jamais poderia liberar. A crueldade está implantada no coração do ser humano de forma a podermos canalizar sua intensidade para incentivar atos de bondade infinitamente mais potentes que a bondade em si mesma jamais poderia produzir. O mal existe para ser explorado pela bondade.

A alma de Esaú está ciente disso - de que existe apenas para servir a seu irmão mais jovem. Que não importa quão ferozmente resista à verdade, que a própria ferocidade ao final será a de Yakov.

Eis por que Esaú odeia tanto Yakov: porque sabe que este ódio não é seu.

Para Pais e Filhos - Perguntas

1. No passuk em Gênesis, 32:26, está escrito: "E quando ele viu que ele não prevaleceu contra ele, ele tocou a juntura de sua coxa". O que podemos aprender desta passagem?

2. No passuk em Gênesis, 33,4, está escrito: "E Essav correu para encontra-lo, e o abraçou, e caiu sobre seu pescoço, e o beijou". O que podemos falar sobre o "beijo" de Essav a Yakov?

3. No passuk em Gênesis 36:12, está escrito: "E Timna era concubina para Elifaz, filho de Essav; E ela gerou Amalek para Elifaz". O que se pode aprender deste episódio?

Haftará

- Todo o Livro de Ovadia, o mais curto do Tanach [iniciais: Torá - Gênesis, Êxodos, Levíticus, Números, Deuteronômio; Neviim - Profetas e Ketuvim - Escrituras], é aHaftará desta semana. Ovadia era um Edomita, descendente de Essav, que se converteu para o Judaísmo. Essav viveu comtzadikim - Itzchak e Rivka, e não aprendeu com eles. Enquanto que Ovadiaviveu com pessoas más como Achav e Jezabel, mas continuou sendotzadik. Sua profecia aborda Essav/Edom emdiferentes períodos da história até sua queda na época demashiach.

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Até as Estrelas

"Caso se eleve como uma águia, e fizer seu ninho entre as estrelas, inclusive dela Eu o farei descer" (Ovadia, 1:4)

Na Parashá da semana passada, Yakov teve um sonho no qual viu anjos subindo e descendo de uma escada. O Pirkei de Rabi Eliezer explica que esses anjos representam as quatro nações que haverão de exilar ao Povo Judeu.

Primeiro, Yakov viu os anjos guardiões da Babilônia, Pérsia e Grécia subindo e descendo em sucessão. Finalmente, o anjo da guarda de Roma/Edom subiu pela escada e não desceu. Yakov temeu que esse último exílio não terminasse nunca, até que D’us lhe disse: "Se te elevares como uma águia e se fizer seu ninho entre as estrelas, inclusive dela Eu o farei descer".

Porém, ainda não saímos deste último exílio.

Se há um só momento da história recente que sintetiza a confiança excessiva de nossa era, se trata do "Desembarque na Lua", ocorrido em 1969. Nesse momento, pareceu que "possuíamos a tecnologia... Podemos fazer o que quisermos!"

(Desde então, tem havido um brusco aumento de violência, pobreza e enfermidades, para quebrar tão arrogante presunção).

As primeiras palavras que se ouviram da lua foram: "Houston, esta é a Base Tranqüilidade. A Águia pousou".

Faz quase 2000 anos, Ovadia previu: "Caso se eleve como uma águia, e fizer seu ninho entre as estrelas, inclusive dela Eu o farei descer"

Histórias Chassídicas

Onde Você Está?

Na próxima terça (16/12/2008), celebra-se o dia de libertação da prisão czarista do Rabi Shneur Zalman. Este grande Sábio, o fundador do movimento chassídico - Chabad, foi preso sob uma sentença grave baseada na acusação difamatória de deslealdade ao seu país. Muitos episódios extraoedinários tiveram lugar durante o seu confinamento, que terminou em 19 de Kislev, de 1798. Um determinado episódio é especialmente relevante para nossa época.

Um ministro de alto escalão que era versado na Bíblia ficou intrigado pelas notícias sobre a magnificência do Rebe e decidiu entrevistá-lo pessoalmente.

Muito impressionado pela personalidade e sabedoria do Rebe, pediu que ele explicasse a seguinte passagem de Gênesis:

"E o Senhor D'us chamou Adão e lhe disse: 'Onde está você?' "   - "Não sabia D'us, onipotente, onde se encontrava Adão?"

"Você acredita", perguntou o Rebe, "que a Tora é eterna e tem uma mensagem para qualquer época, e qualquer indivíduo?" O ministro respondeu afirmativamente. "Então", disse o Rebe, "a explicação da passagem é essa:"

"Em qualquer época, a qualquer indivíduo D'us faz a pergunta: 'Onde está você? Onde você se coloca no mundo?' A cada homem lhe é dado viver um
determinado número de anos a serem gastos para praticar o bem, tanto ao seu semelhante quanto 'para D'us'. Você sabe o que se espera que você faça? Você sabe o que realmente realizou?

"Você por exemplo", disse o Rebe ao ministro, "D'us o chama e lhe pergunta: 'Você viveu tantos e tantos anos, (e aqui o Rebe falou a idade exata do ministro) o que você realizou durante sua vida? Quantas boas ações você fez?'"

O ministro ficou impressionado com a explicação. Colocou a mão no ombro do Rebe e exclamou emocionado:

"Bravo!"

É bom refletir sobre esta pergunta eterna de D'us: "...Onde você está?"

Será que nós temos resposta a esta pergunta? Quanto realizamos realmente de nossa missão neste mundo?

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Judeu por 2 Dólares

"... Um oferecimento para Essav seu irmão"(Gênesis 32:14)

Quando lembramos da ira fanática dos nazistas, não imaginamos que poderíamos ter parado seu projeto de extermínio de todos os judeus da Europa. Mas existe evidência que até mesmo seu ódio cego e louco poderia ser subornado.


No auge da guerra, o Rabino Michael Ber Weissmandel conseguiu parar a deportação de 25.000 judeus romenos ao subornar o segundo em comando, Adolf Eichmann. O preço: $50.000 Dois dólares por pessoa. Dois dólares por cada judeu. Aproximadamente o preço de uma sessão de cinema.

Encorajado por seu sucesso, o Rabino Weissmandel formulou um plano incrível. Se os nazistas poderiam ser subornados nessa escala relativamente modesta, porque não em um nível mais amplo? Porque não salvar todos os judeus europeus? O Plano Europa assim chamado, foi uma tentativa de tentar salvar todos os judeus sobreviventesem troca de uma grande soma.

O Rabino Weissmandel percebeu que o destino da guerra estava se modificando. Ele pensou que esses nazistas que ainda esperavam vencer, usariam judeus para pressionar os Aliados. Outros, que temiam retribuição de Aliados caso fossem derrotados considerariam tal acordo como forma de apaziguar os vencedores após a guerra. De qualquer forma, a intenção do plano era simplesmente de que os nazistas apreciariam judeus vivos mais do que mortos.

O grupo do Rabino Weissmandel novamente conectou o representante de Eichmann. Após negociações, a informação alcançou Berlin de que o alto escalão concordaria emparar as deportações de todos os lugares com exceção da Polônia em troca de um preço. Quanto? Dois milhões de dólares. Por dois milhões de dólares, literalmente milhões de vidas seriam salvas. Com o recebimento dos primeiros $200.000 os nazistas parariam os transportes por dois meses. Depois disso, o próximo pagamento seria efetuado.

Dinheiro não é mais o que representava no passado. Apesar de esforços sobre humanos, o Rabino Weissmandel não conseguiu arrecadar os primeiros $200.000, conseqüentemente as negociações pararam em Setembro de 1943.

Os nazistas teriam cumprido sua palavra? Ninguém pode saber com certeza. Porém, existe evidência que sim. Dois judeus que escaparam de Auschwitz afirmaram que durante as negociações, os trens com incessante transporte humano de repente pararam. E até mesmo interromperam o uso das câmeras de gás. E também, o transporte especial de judeus de Thereisienstadt que chegou a Auschwitz foi tratado com mais respeito do que o normal. Talvez esses judeus poderiam ter sido libertadosse a primeira parcela tivesse sido paga. Quando as negociações falharam, eles receberam sentença de morte.

Porque o Rabino Weissmandel não conseguiu arrecadar a soma? As razões são complexas. Uma delas é que existia uma atitude contrária a negociar com nazistas, e mais ainda de lhes dar dinheiro. E também legalmente, os americanos não teriam simpatizado com o fornecimento de milhões para a máquina de guerra nazista. Todas essas considerações são insignificantes comparadas com a missão de cumprir o mandamento da Tora de liberar presos.

Antes de viajar em direção as autoridades em Roma, o Rabino Yehuda HaNassi (codificador da Mishná) e os grandes sábios do Talmud, estudavam o encontro de Yakov com Essav na Parashá desta semana. Uma vez, o sábio Rabino Yanai negligenciou isso e infelizmente sua missão falhou.

Porque então é tão importante estudar esta Parashá que aborda o confronto com inimigos poderosos do Povo Judeu?

O Sefer Gênesis é um modelo para todas as gerações de Israel. As ações dos Pais são lições para os filhos. Os atos dos Patriarcas esboçaram uma realidade perpétua.   Quando Yakov encontrou seu irmão Essav, ele estava criando uma realidade. Ele estava “escrevendo o livro” de como Israel se comportaria com Essav e com seus herdeiros espirituais em todas as gerações. Yakov se preparou para guerra. Ele rezou por misericórdia e ajuda Divina. Ele mandou um presente para Essav. Apesar de Essav ter 400 soldados e que poderia tirar tudo dele, o suborno deu certo. Ainda que Essav tivesse uma ira fanática contra seu irmão, Yakov o subornou.

A Torá é o mapa para o Povo Judeu em todas as gerações. Ela ensina o que devemos fazer em períodos de paz em nossa terra e também como agir na mais escura noite do exílio. Quando ignoramos essas direções, estamos em perigo não só a nível individual, mas também colocando em risco a vida de milhões.

Midrash Raba 78:15,“To Save a World” David Kranzler e Eliezer Gevirtz


A Torá é Uma Herança Eterna

"E Yakov ficou sozinho e lutou um homem com ele até o raiar do dia "(Gênesis, 32:25)

O homem-anjo com quem Yakov lutou representa a Ietzer Hará – o mau instinto. Por que é que nem Avraham ou Itzchak foram atacados de uma maneira similar?

O Chafetz Chaim explica que "ao Ietzer Hará não lhe importa se uma pessoa judia reza e dá tzedaká durante todo o dia, desde que não estude Torá". Yakov é o patriarca que simboliza a Torá. Os Sábios nos ensinam que o mundo está construído sobre três pilares: Chessed (Bondade) -a característica de Avraham; Avodá (Serviço a D’us) -a característica de Itzchak e Torá -a característica de Yakov.

Sim, o pilar de Yakov - o pilar da Torá, toda a Chessed e a Avodá não seriam suficientes para que o Povo Judeu possa cumprir com sua missão. A história Judia confirma tragicamente este ponto: Comunidades que se destacavam por dar tzedaká e construir sinagogas, porém abandonaram o estudo de Torá, são agora instituições que se assimilaram e, ou estão moribundas. Porém, aquelas que construíram o terceiro pilar -o pilar de Yakov - de Tora, se mantiveram fortes e conectadas a seu patrimônio.         Artscroll Stone Chumash


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Para Pais e Filhos  - Respostas


1. Segundo o comentarista Nachmanides, a luta de Yakov com o anjo de Essav representa o sofrimento físico da galut.  Quando o anjo de Essav feriu a junta do quadril de Yakov , ele feriu seus descendentes justos. Nas palavras do Midrash, "Esta é a geração do shmad" - As torturas cruéis infligidas pelos Romanos nos tempos da Mishná (século 1 e 2 ec), no seu esforço de erradicar a fé de Israel.

Existiram outras gerações de onde o mesmo e pior foi feito para nós.  Nós sofremos tudo isso e perseveramos, como aludido no passuk, verso, "e Yakov chegou, integro".

2. Segundo o Midrash Raba, a palavra vaishakehu, "E ele o beijou" na Tora, está pontilhada em seu topo, implicando que esta é uma exceção para a regra. Disse Rabi Yanai: Isto serve para nos dizer que ele não pretendeu beijá-lo, mas mordê-lo; porém o pescoço de Yakov se transformou em mármore e quebrou os dentes do perverso.

Porém, segundo Rashi: o que foi diferente sobre este beijo?  Nossos Sábios debatem isto. Existem aqueles quem fala que
isso implica que Essav não beijou Yakov com todos seu coração. Rabi Shimon bar Iochai fala: Este é um princípio bem conhecido, de que Essav odeia Yakov. Aqui, o beijo foi uma exceção em que ele o beijou com todos seu coração.

3. Segundo o Talmud, Sanhedrin 99b, Manasseh, o filho de Hezekiah, examinou as narrativas Bíblicas para provar que elas não tinham valor. Assim ele zombou: "Moshe não tinha nada melhor para escrever que, 'e a irmã de Lotan era Timna...  e Timna foi concubina para Elifaz' " ?

Em verdade, qual é o propósito daTora em escrever: "E a irmã de Lotan era Timna" ?

Timna era uma princesa real, como está escrito em Gênesis, 36:29, "Duque Lotan". Desejando tornar-se um prosélito, ela foi para Avraham, Itzchak e Yakov, mas eles não a aceitaram.  Então ela foi e se tornou uma concubina para Elifaz o filho mais velho de Essav, declarando: "Eu prefiro ser uma servente para este povo a uma rainha de outra nação". Dela descendeu Amalek, quem afligiu Israel. Por que então? Porque eles não deviam a ter repelido.