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Leia essa semana:

Introdução

Resumo da Parashá

 

Histórias

1.Criação

2.De quem é essa terra?

 

3.Imagine

4.Riqueza

 

5.Vestido de Sangue

6.Cozinha Casher

Lição

Palavras do Rebe

 

 

No princípio, Hashem cria todo o universo, incluindo o tempo, do nada.  Este processo de criação continua por 6 dias.  No sétimo dia, Hashem descansa, criando assim o universo espiritual de Shabat, que nos acompanha a cada 7 dias.  Adam e Chava - o casal humano - são colocados no Gan (Jardim do) Éden.  Chava é seduzida pela serpente a comer da fruta proibida da “Árvore da Sabedoria do bem e do mal”, dando este fruto também a Adam.  Transcorrendo em erro, Adam e Chava se tornam incapazes de permanecer no paraíso espiritual do Éden.  Morte e trabalho duro (tanto físico como espiritual) entram no mundo, junto com a dor de parto.  Aqui começa o trabalho de corrigir o pecado de Adam e Chava, que será o tema da história do mundo.  Caim e Hevel, os primeiros dois filhos de Adam e Chava, trazem oferendas a Hashem.  Hevel oferece o melhor de seu rebanho e sua oferenda é aceita,  mas Caim oferece o pior de suas sementes e sua oferenda é rejeitada.  Na briga que surge por isto, Caim mata a Hevel e é condenado a perambular pela terra.  A Torá traz a genealogia de Adam e Chava até o nascimento de Noach (Noé).  Depois da morte de Shet, a humanidade submerge em maldade e Hashem decide eliminar o Homem em um dilúvio que vai inundar o mundo.  Contudo, um homem – Noach –  encontra graça aos olhos de Hashem.

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Nessa primeira porção da Torá é relatada a criação do mundo desde suas origens. A Torá nos conta sobre a criação dos seres vivos, peixes, aves e demais animais e nos descreve a essência do nosso corpo e a deles. Daqui aprendemos que os animais foram criados da terra e portanto esta é sua essência.

Também o homem provém da terra, mas com uma diferença, sua companheira, a mulher. Ela não foi criada da terra como uma criatura própria e independente, senão que foi criada do corpo do homem. Nisto vemos a intenção do Criador em nos mostrar que não é a mesma coisa a escolha de uma companheira no homem e no animal. Um animal se une a qualquer companheira que esteja em sua frente, e toda a fêmea pertencente à sua espécie lhe é permitida. Não faz sentido dizer que esta vaca é esposa daquele touro. 

Mas isso não acontece com o ser humano. A companheira não só pertence à sua espécie, como também é sua esposa, algo intrínseco que foi instituído no seis dias da criação - ao criar o Todo Poderoso a mulher do mesmo corpo que o homem.

Baseado no Or HaChaim ao Chumash

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"No princípio de D’us ter criado os céus e a terra " (Bereshit, 1:1)

A Torá não é um livro de história. É o manual de instrução para o mundo, escrito pelo Criador do universo.

Se isso é verdadeiro, porque a Torá não começa com as instruções do Criador sobre a santificação da lua no Livro de Shemot – primeira mitzvá do Povo Judeu como povo? Mas ao invés disso, em todo o Livro Bereshit a Torá identifica o Criador e sua conexão com o Povo Judeu.

Rashi, responde a pergunta acima no seu comentário sobre essas primeiras palavras da Torá. Ele explica que se as nações do mundo alegarem: "Vocês são ladrões! Vocês roubaram a terra das sete nações de Canaan!"; então o Povo Judeu poderá mostrar o Livro de Bereshit e dizer: "Todo o mundo pertence a Hashem. Ele o criou e o presenteou para quem lhe pareceu que merecia. Ele decidiu dar Eretz Israel para eles, e Ele decidiu tirá-la deles e dar para nós".

É claro que tal explicação só é aceita com a crença de que a Torá é a palavra Divina. Porém, as nações do mundo não parecem estar com pressa em aceitar a Torá.

Certamente eles podem dizer que não tem obrigação de honrar uma posse baseada num argumento “egocêntrico”!

A resposta é que não esperamos que o mundo aceite a Torá como autêntica, pois eles nunca estiveram no Monte Sinai, e não tiveram o benefício de transmissão contínua da Torá de geração para geração. Porém, nós devemos saber que nosso direito á Eretz Israel vem do Criador do universo, e nossa prova disso é Sua Torá.         Rabino Nachman Bulman

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"Vamos criar o homem em Nossa imagem, semelhante a nós..." (Bereshit, 1:26)

Como o homem pode ser criado "em Nossa imagem"? Que possível comparação pode ser feita entre Hashem e o homem? Hashem é o "pintor" e o homem é a "pintura". Como a pintura pode parecer com o pintor?

Todos os animais da criação percebem o mundo através de seus sentidos. Eles conhecem apenas o que vêem, cheiram, escutam, tocam e provam. Seu mundo é limitado a percepção imediata. O homem é diferente. A palavra hebraica para homem é Adam, que vem do radical "dimion", imaginação.

A essência do homem, de acordo com seu nome, a qualidade que o define, é sua imaginação. O homem pode se elevar acima da mera percepção física e viajar para as fronteiras do tempo e espaço em sua mente. Apenas o homem pode analisar e extrapolar o que percebe e compara.

Essa é a diferença entre o homem e seu Criador. D’us disse "Vamos fazer o homem..." com o poder de imaginação para se estender em pensamento, alcançando lugares aonde nada existiu previamente.

Por outro lado, uma das razões da Torá utilizar o plural "Vamos criar o homem..." é para nos ensinar a lição que todo ser humano é obrigado a ser um parceiro no processo contínuo de criação – que ele se torne merecedor do objetivo e da finalidade da criação. Por isso a criação conclui especificamente com o homem – para indicar que ele é o "fim" da criação - sua finalidade.

Portanto, também é necessário que o homem aperfeiçoe não apenas suas ações, mas também seu corpo. A mitzvá de Brit Milá (circuncisão) indica que o homem, ao se tornar um parceiro na sua própria perfeição física e espiritual, compartilhe na perfeição do mundo.                                                 Baseado nas palavras do Rav Moshe Feinstein

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"Porém teu desejo será para teu marido, e ele te dominará " (Bereshit, 3:16)

O Talmud (Bava Metzia, 59a) nos diz que quando um homem honra a sua mulher, trás um bom presságio a sua conta bancária: vai ficar rico!

Se pararmos para pensar no assunto, veremos que pela razão deveria ser ao contrário. Ao honrar a nossa esposa com nosso cartão de crédito, dificilmente nos inspirará riquezas...

Como os sábios ensinam: “Hashem sempre nos recompensa, medida por medida”; Quando o homem honra a sua mulher, diminui o castigo que foi decretado a ela devido ao pecado de Adam e Chava "... e ele te dominará ".

Se ele mitiga o castigo dela, ao não se comportar como um déspota, Hashem mitiga o castigo dele: "com o suor de teu rosto ganharás teu sustento".

Em lugar de se matar trabalhando para ganhar a vida, Hashem lhe envia riquezas, aliviando a quantidade de suor que faz falta para servir o assado de Shabat... e teu cartão de crédito... intacto!

Em nome de Rav Mordechai Druck, ouvido da boca de Rav Calev Gestetner

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"Após um certo período, Caim trouxe um oferecimento para Hashem do fruto da terra; e Hevel também ofereceu primogênitos de seu rebanho" (Bereshit, 4:3)

Porque a Torá proíbe vestir roupa feita com shatnez - mistura de linho e lã?

"O fruto da terra" que Caim ofereceu para Hashem foi fibras de linho. Hevel ofereceu lã do tosquio da ovelha. Quando Cain viu que Hashem rejeitou sua oferenda, enquanto que a de Hevel foi aceita, ele teve inveja e raiva e matou seu irmão.

Portanto, de certa forma, a combinação de linho e lã "lembraria" Hashem que o primeiro assassinato da história ocorreu como resultado desses oferecimentos.

Nós, o povo de Hashem, não devemos lembrar violência e assassinato nem mesmo na nossa forma de vestir.

Midrash Tanchuma

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Pudim de Mixirica

Ingredientes

8 ovos                                                             ½ copo de açúcar

2 mixiricas (somente o suco)                        açúcar para caramelar a forma

Preparo

Bata todos os ingredientes juntos no liquidificador, exceto o açúcar para caramelar, por alguns minutos (mínimo de 5 min.).

Pegue uma forma pequena para Pudim. Caramele a forma. Despeje a massa na forma e coloque para assar em “banho Maria” em forno médio por 1 hora.

Observação: se quiser usar uma forma maior, dobrar a receita.

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"Crescei e multiplicai-vos"  (Bereshit, 1:28)

A crescente taxa de divórcio nos últimos anos é assustadora. Embora a Torá preveja a dissolução de relacionamentos, jamais na História Judaica houve um número tão grande de casamentos que se desfizeram.

Talvez o problema se origine nos objetivos primários dos parceiros ao iniciarem um casamento. Na civilização ocidental, o chamado "amor" tem sido aceito como a pedra fundamental do matrimônio. Infelizmente, este "amor" muitas vezes refere-se a uma atração pelo parceiro devido ao fato de que ele ou ela pode satisfazer as necessidades físicas ou emocionais do outro. Se este objetivo primário não é conseguido adequadamente, o cimento do matrimônio se desintegra, e fatores secundários apenas não podem mantê-lo.

No passado, o foco principal de um casamento era o estabelecimento de uma família. De fato, a primeira mitzvá encontrada na Torá é: “Crescei e multiplicai-vos” (Bereshit, 1:28). Embora as necessidades físicas e emocionais fossem importantes, não eram primordiais, porém secundárias. Por isso, quando surgiam problemas desta natureza, o relacionamento era mantido pelas forças primárias de união, e aqueles problemas secundários podiam ser reformulados e resolvidos.

 

 

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